domingo, 12 de julho de 2015

PODIA ALGUÉM VIVER MAIS DE 900 ANOS?


"Os dias todos da vida de Adão foram novecentos e trinta anos" (Gn 5:5);Matusalém viveu "novecentos e sessenta e nove anos" (Gn 5:27); e a média da idade dos que tiveram uma vida normal foi superior a 900 anos.

Contudo, a própria Bíblia reconhece que a maioria das pessoas chega até os 70 ou 80 anos, quando ocorre sua morte natural. “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.” (Sl 90:10).

Antes de mais nada, a referência no Salmo 90 é ao tempo de Moisés (1400 a.C.) e ao tempo posterior, quando a longevidade tinha decrescido para 70 ou 80 anos para a maioria, embora o próprio Moisés tenha vivido 120 anos (Dt 34:7).

Alguns sugerem que aqueles "anos" seriam realmente apenas meses, o que reduziria 900 anos ao período normal de vida de 80 anos. Entretanto, isso não é plausível por duas razões.

A primeira é que não há precedente algum no AT que tome a palavra "ano" com o sentido de "mês".

A segunda é que, como Maalaleel gerou um filho com a idade de 65 anos (Gn 5:15) e Cainã, aos 70 anos (Gn 5:12), isso significaria que eles estariam com menos de seis anos de idade ao terem filhos, o que é biologicamente impossível.

Outros sugerem que esses nomes representam linhas de famílias ou clãs que se mantiveram por gerações antes de terminarem. Entretanto, isso não faz sentido, por vários motivos.

Primeiro, alguns desses nomes (como por exemplo Adão, Sete, Enoque, Noé) são de indivíduos cujas vidas foram narradas no texto (Gênesis 1-9).

Segundo, linhas familiares não "geram" linhas familiares com nomes diferentes.

Terceiro, linhas familiares não "morrem", como aconteceu com cada um daqueles indivíduos (cf. 5:5,8,11 etc).

Quarto, a referência a ter "filhos e filhas"(5:4) não é compatível com essa teoria de clãs.

Conseqüentemente, tudo indica que o melhor é considerarmos serem anos mesmo (embora fossem anos lunares de 12x30=360 dias), e isso por diversas razões:

(1) Antes de mais nada, posteriormente a vida foi reduzida a 120 anos como uma punição dada por Deus (Gn 6:3).

(2) Depois do dilúvio, a duração da vida foi diminuindo gradativamente dos 900 anos (Gn 5) para os 600 (Sem: Gn 11:10-11), para os 400 (Sala: Gn 11:14-15), para os 200 (Reú: Gn 11:20-21).

(3) Biologicamente, não há razão por que o homem não possa ter vivido centenas de anos. Os cientistas lutam muito mais para resolver o problema do envelhecimento e da morte do que o da longevidade.

(4) A Bíblia não é a única a falar de centenas de anos como idade dos antigos.

Há também registros do grego antigo e das eras egípcias que fazem menção a isso.

Extraído do Manual popular de dúvidas, enigmas e contradições da Bíblia

O ZELO DA CASA TE CONSUMIRÁ


O ZELO DA CASA TE CONSUMIRÁ

E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorará.(Jo 2:17)

Então ele entrou no templo e começou a expulsar os que estavam vendendo.
Disse-lhes: “Está escrito: ‘A minha casa será casa de oração'; mas vocês fizeram dela ‘um covil de ladrões’”.  Todos os dias ele ensinava no templo. Mas os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes do povo procuravam matá-lo.Todavia, não conseguiam encontrar uma forma de fazê-lo, porque todo o povo estava fascinado pelas suas palavras. (Lc 19:45-47)


Um dos episódios mais atípicos do ministério de Jesus foi quando ele expulsou os cambistas do Templo.  Através dessa atitude Cristo mostrou o zelo que tinha para as coisas do Senhor cumprindo a palavra proferida no salmos 69: Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim.(Salmos 69:9)

Além disso diz as Escrituras que quando Cristo expulsou os “cambistas do templo” três coisas aconteceram:
1) JESUS COLOCOU A LUZ A RELIGIOSIDADE DOS SACERDOTES E LÍDERES.
O papel de um verdadeiro profeta e homem de Deus é colocar a luz do Senhor onde habita as trevas.É mostrar aquilo que é verdadeiro e denunciar aquilo que é falso. Como toda profecia existe um propósito, Jesus usou da autoridade que lhe foi dada para exortar, edificar e confortar segundo a justiça de Deus.

2) OS RELIGIOSOS TENTARAM EXPULSÁ-LO E MATÁ-LO
Vemos aqui, que Jesus expulsou os cambistas, não os sacerdotes, mestres e líderes. Porém entendemos que a conivência dos religiosos com aqueles homens e o motivo de lucro que todos tinham com o aquele comércio fizeram com que muitos se indignassem com Cristo. Pois desde os tempos antigos a religiosidade aparente tenta suprimir o verdadeiro caminho que leva a Deus.

Do Romanismo e agora nesse “evangeliquismo”, o verdadeiro Cristianismo tem sido atacado por disputas políticas, poder e comércio. Das penitências até os “sacrifícios” modernos, muitos ainda tem feito comércio na casa de Deus.

3) O POVO ESTAVA FASCINADO PELAS SUAS PALAVRAS
Embora perseguido de morte, Jesus fascinava as pessoas pela palavra de Deus. Ele era o Verbo.(Jo 1:1). Ele era a Verdade.(Jo 14:6) Diz as Escrituras que todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Não é este o filho de José? (Lc 4:22). Também diz que muitos se admiravam porque sua palavra era com autoridade.(Lc 4:32). 

A fascinação por Jesus  precisa “arder no coração de cada crente, de cada cristão. Um crente que deixa de ser fascinado pelas palavras de Cristo e deixa seu coração esfriar e endurecer acaba vivendo uma vida de religiosidade aparente ao invés de uma intimidade com Deus.  É a intimidade com o Senhor que produz unção e vida.

A grande diferença de Jesus e aqueles religiosos é que na sua palavra havia VIDA, isso porque, Ele era a VIDA. (João 11:25; 14:6)

Paulo fala a Timóteo que há pessoas que tem a mente corrompida e são privados da verdade , crendo que a piedade é fonte de lucro. (1 Tm 6:5). Alguns, já na época de Paulo tinha a fé como negócio. Muitos não tem percebido, mas qualquer tipo de cobrança que não segue a piedade é pecado. Não existe por exemplo razão em toda Bíblia Sagrada para que alguém cobre para pregar ou para se “apresentar”. É bíblico ofertar, como Paulo recebeu dos macedônicos(1 Cor 16:2-3). Só que existe a diferença entre “ofertar” voluntariamente a alguém e essa pessoa cobrar para receber.

Muitas pessoas é claro, vivem da obra de Deus, porém, devemos entender que o que Deus condena é fazer das coisas de Deus um comércio. Principalmente quando neste negócio cobram valores exorbitantes, como que usando de uma forma de “usura” para com seus irmãos.



Pelas Escrituras vemos que muitas vezes quem tentou se aproveitar da fé, sofreu as devidas punições. Como exemplo podemos citar alguns:
– Balaão cobiçou o prêmio da injustiça, “profetizando sobre encomenda”, foi seduzido a amaldiçoar o povo de Deus em prol de honra e riqueza. Pedro diz que muitos seguem o caminho de Balaão (2 Pe 2:15). Por fim, Balaão foi repreendido pelo anjo de Deus (Números 22).
–  O moço do profeta Eliseu, Geazi quis receber presentes que o profeta rejeitou e ficou leproso(2 Rs 5:20-27)
–  O mago Simão fez uma proposta ao apóstolo Pedro para que pudesse obter vantagem do dom de Deus através de dinheiro, pois queria fazer dos dons espirituais, um trampolim para o enriquecimento pessoal. Foi repreendido pelo apóstolo: “…estais em fel de amargura e em laço…”

Um dos exemplos mais tristes foi de Ananias e Safira que vendendo suas terras retiveram uma parte das vendas para si, obtendo para eles a morte, por terem mentido para Deus (At 4:1-11).

Podemos citar também Acã que pela cobiça, acabou sendo apedrejado (Josué 7:1-22)

Infelizmente, vivemos o tempo em que por avareza, cobiça e interesse muitos se aproveitarão da fé como diz as Escrituras: E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.(2 Pedro 2:3).

Paulo declara e deixa “bem claro” que a piedade é fonte de lucro com o contentamento, ou seja, a verdadeira piedade gera contentamento.Por isso, devemos estar satisfeitos com aquilo que temos e fazemos pelo Senhor, sem ter motivo de lucrar financeiramente.

“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” – (1 Tm 6.10)

Mas Deus tem chamado um povo zeloso, “um povo “remanescente” que não se conforma com os absurdos que ocorre em nome de Deus. São estes que não se corrompem, que não se vendem por qualquer oferta, nem se dobram diante da idolatria deste mundo, nem vivem conforme a “religiosidade aparente”. São estes que buscam intimidade com Deus e que permanecem no propósito pelo qual foram chamados.

Este povo que Deus tem chamado em alguns lugares, muitas vezes tem sido incompreendidos no meio de sua comunidade por sua posição de zelo. Ser zeloso signfica ser cuidadoso,atento, preocupado , diligente e que considera algo ou alguém. Chamados muitas vezes de “radicais”, este povo é um povo que busca a verdade dos fatos, não se conformando com aquilo que se diz ou prega em nome de Deus.

Os bereanos do tempo de Paulo, eram assim. Diz a palavra que eles recebiam a palavra com avidez, ou seja, com um desejo ardente, com intensidade e ansiedade de ouvir a palavra de Deus, porém examinavam todos os dias, para ver se as coisas de fato eram assim.(At 17:10-14). Eles possuem o amor de Deus, pois tem prazer em servir ao Senhor e ao seus irmãos. Não se folgam na injustiça, mas se alegram na verdade. (1 Cor 13:8).

E o Senhor tem levantado em muitos lugares pessoas zelosas,pela casa de Deus, que como o mestre não se conformam com qualquer palavra proferida , nem com este comércio que ainda se faz na casa de Deus. O Senhor tem levantado um exército de zelosos por sua obra.

Como diz as Escrituras: Ao contrário de muitos, não negociamos a palavra de Deus visando o lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus.(2 Cor 2-17)

O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.(Tito 2:14)

Anderson Cassio de Oliveira

O QUE É A TRIBULAÇÃO?


COMO SABEMOS QUE A TRIBULAÇÃO TERÁ A DURAÇÃO DE SETE ANOS?

A tribulação é um período futuro de 7 anos no qual Deus terminará de disciplinar Israel e finalizará Seu julgamento do mundo incrédulo. A Igreja, composta de todos aqueles que já confiaram na pessoa e obras do Senhor Jesus para salvá-los de serem punidos pelo pecado, não estará presente durante a Tribulação.

A Igreja será removida da terra em um acontecimento conhecido como o Arrebatamento (ITs 4:13-18; I Co.15:51-53). A Igreja é salva da ira que está por vir (ITs 5:9).

Através da Escritura, refere-se à Tribulação por outros nomes, tais como:
1) O Dia do Senhor (Isaías 2:12; 13:6, 9; Joel 1:15, 2:1, 11, 31, 3:14; ITs 5:2)
2) Angústia ou tribulação (Deuteronômio 4:30; Sofonias 1:15)
3) Grande Tribulação, que se refere ao período mais intenso, da segunda metade do período de 7 anos (Mateus 24:21)
4) Tempo ou dia da angústia (Daniel 12:1; Sofonias 1:15)
5) O tempo da angústia para Jacó (Jeremias 30:7).

É necessário que se compreenda Daniel 9:24-27 para que se possa entender o propósito e tempo da Tribulação. Esta passagem em Daniel fala das 70 semanas que foram declaradas contra “o teu povo”. O “povo” de Daniel são os judeus, a nação de Israel, e do que Daniel 9:24 fala é um período de tempo que Deus deu “para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.” Deus declara que “70 semanas” cumprirão todas estas coisas.

É importante compreender que quando se menciona as “70 semanas”, não se está falando de uma semana como a conhecemos (7 dias). A palavra hebraica “heptad”, traduzida como semana em Daniel 9:24-27, significa literalmente “7” e 70 semanas literalmente significam 70 setes (70 vezes 7). Este período de tempo do qual fala Deus é na verdade 70 “setes” de anos, ou 490 anos. Isto se confirma por outra parte desta passagem em Daniel. Nos versos 25 e 26, é dito a Daniel que o Messias será cortado “sete semanas, e sessenta e duas semanas” (um total de 69 semanas) começando com o decreto para reconstruir Jerusalém. 

Em outras palavras, 69 setes de anos (483 anos) depois do decreto para reconstruir Jerusalém, o Messias será cortado. Historiadores bíblicos confirmam que 483 anos se passaram desde o tempo do decreto para reconstruir Jerusalém até o tempo em que Jesus foi crucificado. A maioria dos estudiosos cristãos, a despeito de suas opiniões sobre escatologia (coisas/eventos futuros), compreendem as 70 semanas de Daniel como exposto acima.

Tendo se passado 483 anos desde o decreto para reconstruir Jerusalém até o Messias ser cortado, isto deixa 1 sete (sete anos) a serem cumpridos, como está em Daniel 9:24: “para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.” Este período final de 7 anos é conhecido como o Período da Tribulação: é um tempo no qual Deus termina de julgar Israel por seu pecado.

Daniel 9:27 dá um pouco de luz sobre o período dos 7 anos de Tribulação. Daniel 9:27 diz: “E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” A pessoa da qual fala este verso é a pessoa que Jesus chama de “a abominação da desolação” (Mateus 24:15) e é chamado de besta em Apocalipse 13. Daniel 9:27 diz que a besta firmará aliança (pacto) por 1 semana (7 anos), mas no meio desta semana (depois de passados 3 ½ anos de Tribulação), ele romperá com a aliança, dando fim ao sacrifício e oblação (oferenda, sacrifício).

Apocalipse 13 explica que a besta erguerá uma imagem de si mesmo no templo e exigirá que o mundo o adore. Apocalipse 13:5 diz que isto ocorrerá por 42 meses, ou seja, 3 anos e meio. Como Daniel 9:27 diz que isto acontecerá no meio da semana, e Apocalipse 13:5 diz que a besta fará isto por um período de 42 meses, é fácil verificar que a total duração é 84 meses ou 7 anos. Veja também Daniel 7:25, onde “um tempo, e tempos, e metade de um tempo” (tempo=1 ano; tempos=2 anos; metade de um tempo= ½ ano; total de 3 ½ anos) também se referem à Grande Tribulação, a última metade do período de 7 anos de Tribulação onde a “abominação da desolação” (a besta) estará no poder.

Para referências adicionais a respeito da Tribulação, veja Apocalipse 11:2-3, que fala dos 1260 dias e 42 meses, e Daniel 12:11-12, que fala dos 1290 dias e 1335 dias, todos se referindo à metade da Tribulação. Os dias adicionais em Daniel 12 podem incluir o tempo ao final para o julgamento das nações (Mateus 25:31-46) e o tempo do estabelecimento do reino milenar de Cristo (Apocalipse 20:4-6).

Fonte: GotQuestion

CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO

II Pedro 3:18 – Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.

Os que querem crescer na graça precisam ter sede de saber. Matthew Henry

Em vez de dar atenção às heresias dos escarnecedores, os cristãos são desafiados a se apegarem ainda mais à palavra. Quanto mais se alimentarem da palavra, mais crescerão na graça e no conhecimento de Jesus Cristo. Quanto mais conhecermos a Cristo, mais cresceremos na graça. O conhecimento de Cristo é a raiz, a graça é o fruto.  

É por esse motivo que Pedro orienta a igreja para que busque o equilíbrio entre o conhecimento e a graça. A raiz simboliza segurança, profundidade, assim acontece com a palavra de Deus, quanto mais se aplicar a estudar e meditar, mais segurança e maturidade se adquire.

O grande problema ainda hoje é uma busca incansável pelo sobrenatural “empirismo” (Doutrina filosófica que afirma ser o conhecimento resultado da experiência, restringindo-se ao que pode ser apreendido através dos sentidos ou da introspecção, opondo-se ao racionalismo e à metafísica). Quando tais experiências são colocadas acima das escrituras gera um problema enorme no tocante ao relacionamento com Deus.

A bíblia é a revelação de Deus para o ser humano, por tanto é a ÚNICA forma de conhecê-lo. Não existe outro meio para se obter um conhecimento legitimo do ser de Deus. A falta do conhecimento bíblico gera crentes fracos e sem profundidade no que diz respeito a conhecer a Deus. Não estou dizendo com isso que a oração não é um meio de relacionamento com Deus, mas que para a oração ser eficaz é preciso conhecer a Deus através da sua palavra.

A oração é a respiração da vida espiritual, uma necessidade básica do verdadeiro cristão que deseja ter comunhão com Deus. Os pais da igreja, apóstolos e reformadores escreveram sobre a importância de conhecer a Deus através da sua palavra e consequência desse conhecimento é uma vida de rendição através da oração.

O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento;  Os 4:6. A falta de conhecimento não é sobre as falsas doutrinas, religiões, mitologias, é sobre o próprio Deus. Especialistas dizem que: para se conhecer uma nota falsa não é preciso ficar examinando a falsa, pois você pode errar e confundir a falsa com uma nota legitima. Para detectar uma nota falsa é preciso ter conhecimento da nota verdadeira. Era isso que Deus estava ensinando para o povo de Israel; eles precisavam conhecer a Deus para não se deixarem levar pelos falsos deuses e seus ensinos errôneos.

Nunca tivemos tantos livros e versões da bíblia como nos dias atuais como também nunca tivemos uma escassez de conhecimento bíblico.

Fruto dá a ideia de algo externo, produto de uma ação interna. Na visão de Pedro o fruto era a graça e a ação interna era produzida pela palavra de Deus.

O Senhor não requer uma Fé cega, mas uma Fé com base firmada em sua palavra. Crer é conhecer a Deus e reconhecer que Ele é soberano.

A palavra de Deus produz uma mudança de mente transformando o intelecto humano pecaminoso em uma fonte onde a graça de Deus é manifestada para sua glória.

Não é suficiente ter uma doutrina correta. Vida e doutrina não podem ser separadas. Nossa vida pode mostrar ou ocultar a beleza da verdade de Deus para os outros. Não se avalie pelo que você sabe. Avalie a si mesmo pela prática daquilo que você sabe. O conhecimento da palavra de Deus vai gerar o fruto da graça e a prática deve ser consequência de uma ortodoxia humilde.

Autoria: Diego Ribeiro

A IMORALIDADE JÁ NÃO CAUSA VERGONHA


"Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus… 1 Tessalonicenses 4:3-8

Pregar sobre pecado não dá ibope. Então, consequentemente, se omite a pregação sobre santificação, afinal, uma vida de pecado é uma vida separada de Deus, mas os espasmos "espirituais" induzem o indivíduo a acreditar que Deus está interessado no seu "louvor" e não na sua vida pessoal.

A integridade foi derrotada e envergonhada no entendimento da população gospel, e deu lugar ao carisma. Qualquer safado se dá bem, basta uma pequena e ridícula dose de estrelismo, e se fizer "mágica santa" mais sucesso obterá.

O modismo gospel não se interessa por separação do pecado, santificação, abstinência sexual antes do casamento, integridade de caráter e fidelidade conjugal. Esses temas não alegram o culto, não fazem o "fogo cair", o povo não glorifica e nem fala "línguas estranhas". A gente sabe que crente satisfeito é mais fácil de frequentar os cultos, ofertar, louvar, apesar de fugirem da Santa Ceia, isso para aqueles que ainda sentem um resquício de vergonha na cara.

Culto bom é culto de fogo, poder, onde a "glória" desce, os anjos andam pra lá e pra cá. Esse negócio de pecado e santidade é pra culto de doutrina e isso já era! Isso é coisa do passado. Assim pensam alguns que odeiam ser confrontados pela pregação sóbria, embasada na Palavra de Deus e não adaptada para os novos e tenebrosos tempos gospel pós-modernidade. Sabe, a Palavra de Deus é eterna, não podemos nos esquecer disso.

A verdade é que a prostituição está rolando solta no meio da congregação, e a maioria dos pastores e pregadores profissionais não tem peito pra condenar essa prática condenável e abominável. Ninguém quer se indispor com o público gospel.

A Palavra de Deus, que citei acima diz: "que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra".

Mas a galera está fazendo o que quer com o corpo. Transam mesmo, numa boa, vão para as baladas, empurram do "pé na jaca", vão pros motéis com as namoradinhas, ou se "pegam" em qualquer lugar, sem nenhum sintoma de culpa ou arrependimento. Fornicação é coisa normal e o adultério, nem se fala. A promiscuidade é deslavada, escrachada, sem vergonha.

Sabe o que assusta? É a cara limpa de quem se lambuza no pecado e do líder que fecha os olhos para aquilo que todos estão vendo.

A imoralidade tem tomado o assento nos púlpitos, um lugar que ao menos deve ser respeitado por ser fonte de referência, lugar de sacerdócio, altar de ministração, e de muitos deles tem saído “água suja” que jorra aos turbilhões sobre o povo.

A imoralidade passeia livremente entre as cadeiras e os bancos das igrejas, sem freio, sem contestação, sem constrangimento, na certeza de que não será incomodado. A “serpente” passeia livremente no “Jardim de Cristo”, porque quem deve cuidar para que seja um “jardim fechado”, escancarou as suas portas e permitiu ao “espírito da prostituição” o livre acesso. A liberdade da imoralidade envergonha a integridade.

O povo olha para os líderes e se estes não são referenciais de moralidade, em quem irão se espelhar? Se a teoria de que Deus perdoa tudo é a “teologia” enraizada na base de crença do crente, o que se pode esperar como testemunho de conversão?

As doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) e o vírus do HIV maculam o templo do Espírito Santo, porque estão sendo contraídas por atos libidinosos e o que é mais terrível ainda, é que indivíduos que pecam sem precaução com a saúde tornam-se instrumentos de maldição e morte na vida de inocentes, tudo isso acobertado por um ilusório manto de cristianismo.

A meu ver, esses imorais travestidos de crentes são a escória repugnante que se veste com roupagens de falsa piedade, consideram que as suas ações lascivas são resultantes da fragilidade da carne e desprezam que o espírito deve estar pronto, mas isso, como sabemos, é o resultado da genuína conversão e da fidelidade a Jesus Cristo, e o amoroso cumprimento da Sua Palavra.

O lamentável é sabermos que esses fatos se tornam tão corriqueiros no nosso meio que já não causam espanto ou escândalo. É o “Deus que perdoa tudo”. É a vida de depõe contra o discurso, porque não se vive o que se prega. Não há compromisso com a Palavra, mas com os próprios desejos da carne, associados aos amigos piedosos que amam mais o pecador do que a Deus e Sua vontade.Estão servindo a Deus com a boca e servindo o diabo com o corpo.

Um “evangelho” sem mudança radical de vida é simplesmente filosófico, contraditório e irremediavelmente danoso. Onde isso vai parar? Não vai parar, vai piorar, manchando o limpo, trazendo injustiça ao justo, profanando o sagrado, injuriando o santo, desclassificando o puro de coração, contemplando com um “diploma de idiota” quem ousa andar corretamente. Quem é sujo está se sujando mais ainda, e está sujando a fé de quem procura ser limpo. Um dia desses será vergonhoso ser santo (separado).

Há muitos filhos nascendo de relações sexuais pecaminosas, de crentes que já não têm vergonha na cara, nem sentem mais a ausência do Espírito Santo, e nem são constrangidos ao arrependimento, se alegram pelo fruto de suas relações condenadas por Deus e não se entristecem porque macularam o templo de Deus e entristeceram o Espírito Santo. Querem ser aceitos sem quebrantamento, e sem a apelação do pedido de perdão a Deus. Querem empurrar “goela abaixo” da congregação a felicidade justa de um filho, porém, injusta pela forma como se deu, causando tristeza naqueles que procuram viver em santidade e se envergonham quando pecam.

“O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Romanos 6:23.

Eu creio em misericórdia. Eu creio no perdão de Deus. Porém, eu também creio que a misericórdia precisa ser apelada e o arrependimento precede o perdão. Eu não creio em misericórdia e perdão automático, repudio isso, abomino esse ensino de demônios.

É bastante difícil para alguns entenderem e assumirem a postura de serem amigos do pecador, mas ao mesmo tempo inimigos do pecado. O amor que tenho pelas pessoas me libera para condenar os atos que a Palavra de Deus condena. O silêncio de quem tem compromisso com Deus e a Verdade é uma prova de conivência e concordância.

Podemos e devemos amar o indivíduo, no entanto, não podemos negociar a Palavra de Deus e a nossa integridade e fé, para condenarmos os atos imorais e tantos outros que são abominados por Deus. “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as”. Efésios 5:11.

Pr Josué Gomes

ONDE ESTÁ A VERDADEIRA CRUZ DE CRISTO?


Jesus nos ensina o caminho para o Reino:“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” Lc 9.23. Seguir a Cristo nesta terra nos credencia a segui-lo para além desta terra, na eternidade.

A cruz de Cristo é feita apenas com dois pedaços de madeira rústicos. Não é de madeira nobre, como mogno ou imbuia, e muito menos tem entalhes ornamentais ou tem suas rebarbas retiradas ou foi lixada para ser suave ao toque.

Na verdade, tocar na cruz de Cristo é uma experiência estranha e que não tem prazer no ato em si. Carregá-la então, para a mente humana não regenerada pelo amor de Cristo é carregar um peso morto, algo que beira o masoquismo.

Agora, para os filhos de Deus, remidos pelo sangue de Cristo que foi derramado exatamente nesta cruz áspera, escandalosa e sem beleza alguma, deveria trazer gozo e alegria tomar a cruz que nos é proposta, não pela cruz em si, mas pelo servir a Cristo, pelo seguir sua instrução e pela compreensão espiritual da cruz como o caminho para o Reino.

É triste percebermos que há muitas outras cruzes no arraial cristão e que, tal como um celular Xing ling quer imitar um iPhone, estas falsas cruzes tentam imitar a cruz que Cristo nos propõe. E há cruzes para todos os gostos, tipos e bolsos.

Uma é diminuída em seu tamanho, para ser mais leve e fácil de carregar. Esta cruz mutila a Bíblia, eliminando dela todo o compromisso que a vida cristã querer.

Outra é aumentada para parecer mais pesada do que realmente é tendo em vista que o que carrega tal cruz julga-se merecedor da salvação por carregar mais peso que os outros e, pior ainda, condena os que não têm uma cruz tão grande nas costas.

Não é difícil de reconhecer o carregador deste tipo de cruz, pois está sempre fazendo sacrifícios tolos para buscar aprovação em Deus para seu coração endurecido. Busca trilhar o caminho maldito da auto-salvação e, em algum ponto da estrada esbarra no muro da frustração.

Há ainda a cruz que só tem aparência: tem cor de madeira, tem cheiro de madeira, parece rústica e tem até sangue escorrendo por ela. Parece cruz, mas é falsa, é cinematográfica, é fake, cruz de isopor que tenta enganar os homens, mas não é capaz de enganar a Deus. Qualquer vento de doutrina vai quebrá-la e espalhar seus pedaços, revelando seu interior.

Creio não conseguir enumerar todos os tipos de pseudo cruzes no meio cristão, mas não posso deixar de citar a cruz da aceitação. Este tipo de cruz é lixada e antes teve todas as rebarbas removidas, sendo bem suave ao toque. Geralmente é envernizada ou pintada com alguma cor da moda.

Esta cruz precisa ser assim para que quem a carrega seja aceito em seu meio, seja na escola, no trabalho, com amigos ou família. Em seu interior até tem a mesma qualidade de madeira da cruz de Cristo, mas recebeu muitos retoques e embelezamento externo para facilitar sua aceitação.

Quem carrega tal cruz retira as rebarbas da condenação do pecado para que possa continuar com sua vida da mesma forma de outrora, mas com uma aparência gospel, lixa-a para aliviar a aspereza do negar-se a si mesmo e a pinta ou enverniza para dar uma aparência agradável para que outros até topem carregar uma cruz bonitinha assim, imaginando com isto cumprir o verdadeiro IDE.

A cruz de Cristo é uma experiência radical, que nos muda radicalmente. Só a verdadeira cruz tem o poder de nos conduzir à essência da Verdade, que é Cristo Jesus.

Se nos dedicarmos a qualquer outra cruz que não a autêntica corremos o risco de, em vez de sermos salvos pelo sacrifício de Jesus na cruz, sermos nós mesmos crucificados nesta cruz fajuta, que nada tem a ver com a cruz de Cristo.

Giuliano Barcelos



A TUTELA DA LEI E A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ


ESTÁVAMOS SOB A TUTELA DA LEI ATÉ QUE VIESSE A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ. VEJAM:

“Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos que creem” (Gl 3.22)

“Mas, antes que viesse a fé, estávamos guardados debaixo da lei, encerrados para aquela fé que se havia de revelar” (3.23).

“De modo que a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados”(3.24).

“Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio”(3.25).

“Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus”(3.26).

“Encerrou tudo”(3.22) – A lei encerrou os homens em sua prisão, assim lhes transmitindo um senso de culpa e do poder do pecado. A fé (3.23) – A fé referida no verso 22, a fé que justifica. “Estávamos sob” – O tempo verbal imperfeito descreve a atividade incessante da lei como carcereira”.

“A lei nos conduziu a Cristo, em Quem pudemos encontrar justificação, mediante a fé. O estado de tutela pertence ao passado: temos nos tornado espiritualmente adultos, atingindo a estatura de filhos e herdeiros de Deus”.

“Aio”(3.24) Tutor. A lei agia como tutor-escravo para conduzir-nos a Cristo. Desse modo a lei nos orientava como nosso “paidagogos”, orientador de crianças, de qual termo se origina a palavra portuguesa pedagogo... A função da lei termina quando nos tem conduzido a Cristo e nos deixa entregues em Suas mãos, não meramente para receber instrução, mas, acima de tudo, para recebermos redenção, que inclui a completa filiação” (Comentários de “O Novo Comentário da Bíblia”).

“Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim, e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim. Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça[justificação] provém da lei, segue-se que Cristo morreu em vão” (Gl 2.19-21). 

“Todos os crentes foram crucificados com Cristo na cruz. Morreram para a Lei como meio de salvação, e agora vivem para Deus por meio de Cristo, Por causa da salvação em Cristo, o pecado já não tem domínio sobre eles” (Comentários da Bíblia de Estudo Pentecostal).

Pr. Airton Evangelista da Costa